Guilherme Pinto é candidato a Matosinhos sem OK da concelhia

NOTÍCIA DO “PÚBLICO”
Guilherme Pinto é candidato a Matosinhos sem OK da concelhia
23.07.2009, Margarida Gomes
Dos seis presidentes de câmara socialista do distrito do Porto que serecandidatam em Outubro a mais uma mandato autárquico, Guilherme Pinto, que preside ao município de Matosinhos, é o único que apresentou a sua candidatura sem ter sido sufragada pela concelhia local do PS.
Armindo Abreu, que lidera a Câmara de Amarante desde 1997, foi o primeiro a anunciar a sua recandidatura a mais um mandato. Em declarações ontem ao PÚBLICO, o autarca socialista precisou que tornou pública a sua recandidatura em Março passado, um ano depois de a concelhia do PS de Amarante ter votado por unanimidade a sua candidatura.
Junho foi o mês escolhido por José Luís Carneiro (Baião), Jorge Magalhães (Lousada), Castro Fernandes (Santo Tirso) e Mário Almeida (Vila do Conde) para anunciarem as respectivas recandidaturas. Sem excepção, todas foram aprovadas por unanimidade pelas concelhias respectivas.
No caso do presidente da Câmara de Santo Tirso, a concelhia até votou por sufrágio secreto a sua recandidatura no passado dia 27 de Maio. No mesmo dia em que apresentou a sua recandidatura, Castro Fernandes, que tem como mandatário da sua candidatura o tetracampeão nacional de ralis, Armindo Araújo, tornou pública a lista de 22 dos 24 candidatos a presidentes de junta.
Contactado ontem pelo PÚBLICO, Guilherme Pinto, que é de novo candidato à Câmara de Matosinhos pelo PS – e que preside à concelhia local – contornou a pergunta, afirmando que “há uma orientação da direcção nacional do partido que diz que os presidentes de câmara são recandidatos se assim o entenderem”. “A concelhia [do PS de Matosinhos] sufragou por mais de 80 por cento a estratégia política do presidente da câmara de recusar candidaturas que não estejam alinhadas com a sua estratégia”, disse Guilherme Pinto.
O autarca repetiu esta frase até à exaustão, mas nunca respondeu por que razão é que a concelhia não se reuniu para votar a sua recandidatura. Perante a insistência do PÚBLICO, Guilherme Pinto declarou taxativamente: “Não há nenhuma recandidatura [do PS no distrito do Porto] que tenha fugido à orientação da direcção do partido”. Uma declaração que esbarra nas palavras dos outros presidentes de câmara.
Guilherme Pinto não explica por que motivo a concelhia não reuniu para votar a sua recandidatura à Câmara.

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